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A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. O índice subiu 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Apesar disso, o rendimento médio dos trabalhadores bateu recorde histórico, chegando a R$ 3.378.
A elevação da taxa de desemprego marca o terceiro aumento seguido. O crescimento reflete a sazonalidade do mercado de trabalho no primeiro trimestre. Apesar disso, a desocupação segue entre as menores da série histórica iniciada em 2012. O índice é o mesmo de fevereiro de 2014.
No ano passado, 7,4 milhões de pessoas estavam desocupadas. Esse foi o menor número desde 2014. Em fevereiro de 2025, o contingente subiu para 7,5 milhões. Isso representa um crescimento de 10,4% no trimestre. Na comparação anual, houve queda de 12,5%, indicando recuperação gradual do mercado.
O Brasil atingiu um recorde de trabalhadores com carteira assinada: 39,6 milhões. O número cresceu 4,1% em relação ao ano anterior. Esse avanço demonstra um fortalecimento do emprego formal. O setor do comércio tem sido um dos principais responsáveis pelas contratações.
O emprego sem carteira assinada no setor privado caiu 6% no trimestre. Na comparação anual, manteve-se estável. Já o setor público reduziu 3,9% do número de servidores.
O rendimento médio habitual dos trabalhadores subiu 1,3% no trimestre e 3,6% no ano. O valor chegou a R$ 3.378, o maior já registrado na série iniciada em 2012. O crescimento foi impulsionado pelos aumentos na indústria (2,8%), administração pública (3,1%) e serviços domésticos (2,3%).
A massa de rendimento dos trabalhadores também bateu recorde. O total chegou a R$ 342 bilhões, um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior.
Especialistas indicam que, apesar do aumento no desemprego, o mercado brasileiro segue sólido. O economista Igor Cadilhac avalia que há sinais de desaceleração, mas o cenário deve permanecer aquecido ao longo do ano. Isso pode manter a pressão sobre a inflação.
A previsão do mercado é que a taxa de desemprego termine 2025 em 7,3%. Os dados reforçam a resiliência do mercado de trabalho brasileiro. Há crescimento no emprego formal e elevação da renda média da população.