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O ano de 2024 entrou para a história como o mais quente dos últimos 175 anos, segundo relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à ONU. Pela primeira vez, a temperatura média global superou em 1,5 °C os níveis pré-industriais (1850-1900), atingindo um aumento de 1,6 °C. Esse recorde histórico é um alerta urgente sobre os impactos das mudanças climáticas.
O aumento da temperatura é atribuído às concentrações recordes de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que atingiram níveis inéditos em 800 mil anos. Esses gases permanecem na atmosfera por gerações, retendo calor e contribuindo para o aquecimento global.
Além disso, os oceanos absorveram cerca de 90% da energia gerada pelo efeito estufa, registrando a maior taxa de aquecimento dos últimos 65 anos. Esse fenômeno tem impactos profundos nos ecossistemas marinhos, como o branqueamento de corais e a migração de espécies, além de alterar os padrões climáticos globais.
O relatório da OMM também destacou que eventos meteorológicos extremos, como secas, inundações e incêndios florestais, se intensificaram em 2024. Esses fenômenos agravaram crises alimentares em 18 países, resultando em deslocamentos populacionais, perdas econômicas significativas e aumento da insegurança alimentar.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, alertou que, embora um único ano com aquecimento superior a 1,5 °C não signifique que os objetivos de longo prazo do Acordo de Paris estejam fora de alcance, serve como um sinal de alerta sobre os riscos crescentes para a humanidade e o planeta.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou a necessidade urgente de ação por parte dos líderes globais para limitar os efeitos das mudanças climáticas. Ele incentivou a adoção de energias renováveis e a implementação de novos planos nacionais para o clima, destacando que a janela de oportunidade para evitar consequências catastróficas está se fechando rapidamente.