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O governo federal lançou, nesta sexta-feira (21), a plataforma “Crédito do Trabalhador”, que expande o acesso ao crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada. A iniciativa deve beneficiar 39 milhões de celetistas e movimentar até R$ 120 bilhões em novas operações de crédito.
O crédito consignado permite empréstimos com descontos diretamente na folha de pagamento do trabalhador, oferecendo maior segurança para os bancos e, consequentemente, taxas de juros mais baixas. Para servidores públicos e aposentados, as taxas variam entre 1,8% e 2,7% ao mês. Já para os trabalhadores da iniciativa privada, a expectativa é que as taxas fiquem entre 2,5% e 3% ao mês, bem abaixo das taxas médias de 6% ao mês no Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
Por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), o trabalhador poderá solicitar propostas de crédito. Para isso, será necessário autorizar que instituições financeiras habilitadas pelo Ministério do Trabalho acessem dados como nome, CPF, margem do salário disponível para consignação e tempo de empresa.
Após a autorização, o trabalhador receberá as ofertas em até 24 horas e poderá contratar o empréstimo no canal eletrônico do banco. As parcelas serão descontadas mensalmente na folha de pagamento, respeitando a margem consignável de 35% do salário.
O trabalhador poderá utilizar até 10% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 40% da multa rescisória como garantia do pagamento do empréstimo, caso seja demitido. Além disso, há a possibilidade de migrar dívidas existentes para o novo modelo de consignado, com taxas de juros mais baixas.
A migração de dívidas será permitida por um prazo de 90 dias, desde que o comprometimento da renda não ultrapasse 35%.
Por outro lado, a plataforma promete facilitar o acesso ao crédito para milhões de trabalhadores. Enquanto isso, as taxas mais baixas devem aliviar o orçamento das famílias. No entanto, é importante que os trabalhadores avaliem cuidadosamente as condições antes de contratar o empréstimo.
A iniciativa deve impulsionar o mercado de crédito no país, beneficiando tanto os trabalhadores quanto as instituições financeiras. Além disso, a possibilidade de migrar dívidas existentes pode ajudar a reduzir o endividamento das famílias. Por fim, a plataforma reforça a importância da digitalização dos serviços financeiros.