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Patrão tortura funcionário por 8 horas em loja de sucata no RS

Um caso de extrema violência chocou a cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, nesta semana. Um trabalhador de 49 anos foi submetido a horas de tortura pelo próprio patrão em uma loja de materiais recicláveis. O empresário, de 42 anos, acreditava – erroneamente, segundo a Polícia Civil – que o funcionário havia furtado materiais da empresa.

Os horrores começaram quando o funcionário chegou para seu turno de trabalho. Sem chance de defesa, foi surpreendido pelo patrão, que imediatamente o acorrentou e algemou. O que se seguiu foram oito horas de tortura contínua e brutal. O agressor utilizou um maçarico para queimar os cabelos da vítima, perfurou suas pernas próximas aos joelhos com uma furadeira e jogou água fervente em suas costas. O ápice da crueldade ocorreu quando o patrão obrigou o funcionário a decepar seu próprio dedo com um alicate de cortar correntes.

Milagrosamente, após esse longo período de sofrimento, a vítima conseguiu escapar e acionar a polícia. Os agentes prenderam o empresário em flagrante pelos crimes de cárcere privado e tortura. A investigação policial já confirmou que a alegação de furto que motivou a violência era infundada, tornando o caso ainda mais chocante.

Consequências jurídicas

Crime Pena prevista
Tortura (Lei 9.455/97) 2 a 8 anos
Cárcere privado 1 a 3 anos
Lesão corporal grave 1 a 5 anos
Total máximo Até 21 anos

Especialistas em direito penal apontam que, se condenado, o agressor pode enfrentar até 21 anos de prisão, considerando a soma das penas por tortura (2 a 8 anos), cárcere privado (1 a 3 anos) e lesão corporal grave (1 a 5 anos), esta última configurada pela mutilação do dedo.

Dados alarmantes

  • 38% dos casos de violência no trabalho envolvem agressores conhecidos (OIT, 2023)
  • Apenas 1 em cada 5 vítimas denuncia o agressor

Autoridades locais reforçaram a importância de denúncias através do Disque 100 (Direitos Humanos), delegacias especializadas ou pelo número de emergência 190.

A vítima recebe atendimento médico e psicológico, enquanto o agressor aguarda julgamento na cadeia pública. O Ministério Público do Trabalho já anunciou que irá acompanhar o caso, que pode se transformar em um marco no combate à violência laboral no país.

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(Autor desconhecido)

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