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PGR defende prisão domiciliar para cabeleireira condenada por atos no 8 de Janeiro

Em um parecer que reacende o debate sobre justiça e maternidade no Judiciário, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se nesta sexta-feira (28) favorável à prisão domiciliar para Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira presa por sua participação nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O documento, enviado ao STF e assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, reconhece sua condição de mãe de dois filhos menores, mas mantém a necessidade de restrição de liberdade.

A decisão ocorre em um momento crucial: na semana passada, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes votaram por 14 anos de prisão em regime fechado, enquanto Luiz Fux pediu tempo para revisar a dosimetria da pena, sugerindo possíveis ajustes.


Os Fatos em Detalhe

1. O Crime e a Condenação

  • Ações no 8/01: Débora pichou a estátua “A Justiça” (patrimônio de R$ 2 mi) com a frase “perdeu, mané” e participou da invasão ao STF.
  • Crimes imputados:
    • Associação criminosa armada
    • Tentativa de golpe de Estado
    • Dano qualificado (art. 163, §1º do CP)

2. O Argumento da Defesa

  • Foco na maternidade: Alega que Débora é responsável por duas crianças (<12 anos).
  • Pedido: Liberdade imediata ou, alternativamente, prisão domiciliar.

3. A Posição da PGR

  • Concorda com:
    ✅ Substituição da prisão preventiva por domiciliar
    ✅ Aplicação dos princípios de proteção à infância (Art. 227 da CF)
  • Rejeita:
    ❌ Soltura definitiva antes do trânsito em julgado

O Que Está em Jogo?

  • Precedente: O caso pode influenciar outros 30% de processadas mulheres no 8/01 que alegam responsabilidades familiares.
  • Tensão jurídica: Equilíbrio entre punição exemplar e direitos humanos.
  • Revisão da pena: Fux destacou que a dosimetria deve considerar “a singularidade de cada caso”, sinalizando possível redução.

A Carta de Débora a Moraes

Em tentativa de mitigar sua pena, a cabeleireira:

  • Classificou seus atos como “desprezíveis”
  • Prometeu afastar-se da política
  • Reconheceu o dano ao patrimônio público

(A defesa usa o arrependimento como argumento, mas a PGR lembra que ela integrava acampamentos golpistas antes dos ataques.)


Próximos Passos

  • O STF não tem data para retomar o julgamento.
  • Se aprovada, a prisão domiciliar valeria até o julgamento final.

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